Associação denuncia mortes recorrentes de araras por choques na rede elétrica e cobra cumprimento de decisão em Sinop

A Associação Mato-Grossense de Educação Ambiental (AMEA) divulgou nota pública denunciando a morte recorrente de araras-canindé em um condomínio residencial de alto padrão em Sinop, no norte de Mato Grosso. Segundo a entidade, as aves vêm sendo encontradas mortas após colisões com a rede elétrica ou por choques ao entrar em contato com cabos energizados.

De acordo com a associação, as ocorrências foram confirmadas após apuração junto aos responsáveis pelo condomínio, que relataram registros frequentes de eletrocussões e impactos durante o voo. A AMEA sustenta que a situação é agravada pela existência de uma ação judicial contra a concessionária Energisa, responsável pelo fornecimento de energia na região.

Conforme a entidade ambiental, a Justiça já teria concedido decisão liminar determinando a substituição e adequação da estrutura elétrica instalada no local, com previsão de multa diária em caso de descumprimento. No entanto, segundo a AMEA, as adaptações ainda não teriam sido realizadas.

A associação avalia que a permanência do problema representa não apenas possível descumprimento de ordem judicial, mas também negligência diante de impactos ambientais contínuos. Para a entidade, a morte recorrente de araras-canindé compromete a fauna urbana e pode afetar o equilíbrio da biodiversidade local.

Espécie emblemática do Centro-Oeste, a arara-canindé é considerada um dos símbolos naturais de Sinop, sendo frequentemente vista sobrevoando áreas urbanas e rurais do município. A presença constante dessas aves na cidade reforça seu valor ambiental e cultural para a população.

Entre as medidas apontadas por especialistas para reduzir os riscos estão o isolamento de cabos, a instalação de dispositivos de proteção para aves e a readequação da rede elétrica em áreas com maior incidência de fauna silvestre.

A AMEA também solicitou o acompanhamento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e de outros órgãos competentes, com reforço na fiscalização e eventual responsabilização pelos danos ambientais. A entidade afirmou que continuará monitorando o caso e cobrando providências para evitar novas mortes.

Fundada em 5 de agosto de 1999, com sede em Sinop, a AMEA atua há mais de duas décadas na promoção da educação ambiental, defesa da biodiversidade e mobilização social em Mato Grosso, tendo sido reconhecida como entidade de utilidade pública municipal.

Fonte: Redação

Foto ilustrativa

Publicado em:04 mar. 2026, 06 PM

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