Colheita do milho avança em Mato Grosso e já alcança 78,92% da área cultivada
A colheita da segunda safra de milho 2025/26 em Mato Grosso segue em ritmo acelerado e já atingiu 78,92% da área cultivada, conforme levantamento divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço foi de 18,88 pontos percentuais em relação à semana anterior, refletindo a intensificação dos trabalhos no campo e confirmando o bom desempenho da principal região produtora do cereal no Brasil.
O índice atual supera o registrado no mesmo período da safra passada, quando a colheita alcançava 77,26% da área, embora ainda permaneça abaixo da média histórica para esta época do ano, de 84,92%. A expectativa, no entanto, é de que os trabalhos sejam concluídos nas próximas semanas, favorecidos pelas condições climáticas e pela elevada capacidade operacional dos produtores mato-grossenses.
Nesta safra, Mato Grosso cultiva aproximadamente 7,39 milhões de hectares de milho, área que consolida o Estado como o maior produtor nacional do grão. A produtividade média estimada é superior a 120 sacas por hectare, resultado que impulsiona a previsão de uma produção recorde de 57,06 milhões de toneladas, reforçando a importância do cereal para a economia estadual e para o abastecimento dos mercados interno e externo.
Entre as principais regiões produtoras, o Médio-Norte segue como destaque absoluto, concentrando grande parte da produção estadual e apresentando os maiores índices de colheita. Também se destacam as regiões Norte, Oeste e Nordeste, responsáveis por uma parcela significativa da oferta de milho em Mato Grosso, sustentadas por elevados níveis de mecanização e tecnologia no campo.
Além de abastecer o mercado de exportação e a cadeia de proteína animal, a produção mato-grossense desempenha papel estratégico no fornecimento de matéria-prima para as usinas de etanol de milho. O Estado concentra o maior parque industrial do país voltado à produção de biocombustível a partir do cereal, com dezenas de unidades em operação e em expansão. O consumo anual das usinas já representa uma parcela expressiva da safra estadual, agregando valor ao produto, fortalecendo o mercado interno e contribuindo para a estabilidade da demanda, mesmo em anos de grande oferta.
Com uma safra recorde em andamento, Mato Grosso reafirma sua liderança nacional na produção de milho e amplia sua importância tanto no agronegócio brasileiro quanto na cadeia de energia renovável, consolidando-se como referência em produtividade, tecnologia e industrialização do cereal.
Fonte: Redação

