Escolas estaduais ampliam jornada e colocam ensino de línguas no centro da formação em Mato Grosso

O sinal toca antes mesmo das sete da manhã e, em diferentes regiões de Mato Grosso, estudantes iniciam uma jornada que vai além do currículo convencional. Em unidades da rede estadual que adotaram um modelo pedagógico centrado na internacionalização do ensino, o aprendizado de idiomas ocupa papel estruturante e redefine a dinâmica escolar.

Implantadas recentemente como parte de uma estratégia de requalificação da educação pública, essas escolas de tempo integral atendem centenas de alunos em municípios estratégicos do estado, consolidando polos de formação acadêmica com foco linguístico. As unidades estão distribuídas em Barra do Garças, Cuiabá, Rondonópolis, Tangará da Serra e Várzea Grande, funcionando em período integral, das 7h às 16h.

O diferencial do projeto está na reorganização curricular: o ensino de inglês e espanhol deixa de ser disciplina acessória para se tornar eixo articulador da formação. No Ensino Fundamental, a carga horária dedicada às línguas ultrapassa 1.600 horas-aula; no Ensino Médio, esse volume chega a aproximadamente 3 mil horas, compondo um percurso formativo contínuo e progressivo. Em duas das unidades, o currículo inclui também Libras, ampliando o compromisso com a inclusão e a comunicação acessível.

A proposta pedagógica combina formação geral básica com componentes diversificados. No Fundamental, os estudantes participam de iniciação científica, disciplinas eletivas, reforço aplicado em língua portuguesa e matemática e avaliações periódicas que monitoram o desempenho acadêmico. Já no Ensino Médio, o itinerário inclui práticas experimentais, estudos orientados, projeto de vida e trilhas de aprofundamento nas áreas de linguagens e ciências humanas, sempre com abordagem interdisciplinar.

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação, o modelo integra um plano de metas de longo prazo que pretende elevar o desempenho da rede estadual nos indicadores nacionais até a próxima década. A estratégia não se limita à ampliação da jornada escolar, mas aposta em uma concepção de educação integral que articula competências cognitivas, socioemocionais e culturais.

A política também prevê formação continuada para professores, com capacitações específicas para atuação em contextos bilíngues e desenvolvimento de metodologias inovadoras. A meta é qualificar o corpo docente para conduzir práticas pedagógicas alinhadas às demandas contemporâneas, marcadas pela circulação global de informações e pela crescente exigência de comunicação intercultural.

Segundo o secretário estadual de Educação, Alan Porto, a iniciativa busca preparar jovens para um cenário econômico e social cada vez mais conectado. Ele destaca que o domínio de línguas estrangeiras amplia oportunidades, especialmente em setores estratégicos para o estado, como turismo, comércio exterior e agronegócio.

Além dessas unidades com foco em idiomas, a rede estadual mantém outras escolas com perfis específicos, incluindo instituições voltadas ao esporte, à arte e dezenas de unidades de tempo integral distribuídas pelo território mato-grossense. O conjunto de ações sinaliza uma tentativa de diversificar a oferta educacional e alinhar a escola pública às exigências de um mundo cada vez mais globalizado.

Fonte: Redação com Assessoria

Escolas estaduais ampliam jornada e colocam ensino de línguas no centro da formação

Publicado em:21 fev. 2026, 11 PM

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