Pivetta afirma que denúncia arquivada ainda poderá ser explorada durante a eleição
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que a denúncia de violência doméstica apresentada contra ele deverá voltar ao debate durante a campanha eleitoral. Segundo o governador, os procedimentos relacionados ao caso foram arquivados pelas autoridades de Mato Grosso e de Santa Catarina.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (12), durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real. Pré-candidato à reeleição, Pivetta avaliou que o episódio ainda traz impactos pessoais, especialmente pela repercussão que teve na imprensa.
Durante a entrevista, o governador afirmou que, apesar do arquivamento das acusações, a exposição pública permaneceu e, em sua avaliação, provocou prejuízos. Ele também criticou o que considera uma cobertura desproporcional de acontecimentos envolvendo agentes públicos.
“Não foi só o Ministério Público e a Justiça de Mato Grosso que arquivaram e que inocentaram da acusação. Santa Catarina também. Então, eu fui condenado pela mídia nacional, pela mídia de um modo geral, e depois fui inocentado”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de o assunto ser explorado durante a campanha, especialmente no diálogo com o eleitorado feminino, Pivetta disse que não pretende fugir do tema. Ao mesmo tempo, ressaltou que as decisões das instituições responsáveis pela apuração devem ser consideradas na avaliação do caso.
O governador afirmou ainda que o arquivamento não eliminou os efeitos pessoais provocados pela exposição. “O que ficou, de fato, foi o prejuízo, a dor que eu senti durante esse tempo todo. E a reparação nunca vem”, disse.
Pivetta também comentou sobre a velocidade com que informações envolvendo figuras públicas são reproduzidas pela imprensa e pelas redes sociais. Para ele, a multiplicação das informações pode ampliar determinados episódios de maneira desproporcional.
“Tudo que acontece é replicado de maneira muitas vezes desproporcional”, afirmou.
Ao abordar os desafios de permanecer na vida pública, o governador declarou que considera a exposição e as dificuldades pessoais parte dos ônus de exercer um cargo político. Apesar das consequências que relatou, disse que pretende continuar atuando na política e se colocando à disposição da população.
“Servir é isso, é se colocar à disposição do povo para servir o povo, apesar de todos os ônus e todo o sofrimento que isso impõe”, declarou.
Fonte: Olhar Direto
