Pronto Atendimento de Vera passa a utilizar Protocolo para classificar pacientes por gravidade
O Pronto Atendimento (PA) de Vera passou a utilizar, desde esta segunda-feira (12), o Protocolo de Manchester, sistema de classificação de risco adotado em serviços de urgência e emergência para definir a prioridade de atendimento conforme a gravidade do quadro clínico do paciente.
Com a implantação do novo modelo, a ordem de chegada deixa de ser o principal critério para o atendimento médico. A prioridade passa a ser determinada a partir de uma avaliação inicial realizada pela equipe de saúde, que identifica os casos mais graves e estabelece o tempo de espera conforme a classificação de risco.
A mudança tem como objetivo organizar o fluxo de pacientes, agilizar a identificação de situações potencialmente graves e proporcionar mais segurança no atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município.
Protocolo estabelece cinco níveis de prioridade
O sistema utiliza cinco cores para classificar os pacientes, de acordo com a gravidade dos sintomas e a necessidade de intervenção médica.
Vermelho – Emergência: casos gravíssimos, com risco iminente de morte, que exigem atendimento imediato.
Laranja – Muito urgente: situações graves que necessitam de assistência rápida, com tempo de espera de até 10 minutos.
Amarelo – Urgente: casos de gravidade moderada que precisam de avaliação médica, com tempo de espera de até 60 minutos.
Verde – Pouco urgente: situações de menor gravidade, como sintomas gripais comuns e dores leves, com tempo de espera de até 120 minutos.
Azul – Não urgente: condições crônicas ou situações simples que podem ser resolvidas, em muitos casos, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O tempo de espera pode chegar a 240 minutos.
Os tempos indicados são referências de prioridade do protocolo, e não uma garantia de horário exato para o atendimento.
Gravidade clínica define a ordem de atendimento
Na prática, um paciente que chega depois de outro poderá ser atendido primeiro se apresentar sinais de maior gravidade. A classificação considera as condições clínicas identificadas na avaliação inicial, permitindo que os profissionais reconheçam rapidamente os casos que exigem intervenção imediata.
A situação de saúde também poderá ser reavaliada durante a permanência do paciente no PA, especialmente se houver mudanças nos sintomas ou agravamento do quadro clínico.
A secretária municipal de Saúde, Ivânia Totti, destaca que a implantação do protocolo integra as ações de qualificação dos serviços de saúde oferecidos à população.
“Estamos dando um passo importante na organização do nosso Pronto Atendimento. O Protocolo de Manchester permite que a equipe identifique a gravidade de cada situação e estabeleça a prioridade de atendimento com mais segurança. Isso significa mais organização para o serviço e, principalmente, mais segurança para o paciente”, afirmou.
Secretaria orienta a população
Com o novo sistema, a Secretaria Municipal de Saúde orienta os moradores a compreenderem que o tempo de espera dependerá da classificação de risco atribuída a cada paciente e da gravidade dos demais casos em atendimento.
A população também é orientada a procurar as Unidades Básicas de Saúde quando se tratar de situações que não caracterizem urgência ou emergência e que possam ser resolvidas na atenção básica. A medida contribui para manter o Pronto Atendimento direcionado aos casos que necessitam de assistência urgente.
A implantação do Protocolo de Manchester marca uma mudança na organização dos atendimentos de urgência em Vera, com prioridade definida pela necessidade clínica de cada paciente.
Fonte: Ascom
