Proposta para facilitar crédito rural é debatida com produtores em Tangará da Serra
Representantes do agronegócio, técnicos e lideranças políticas participaram, no de um encontro no Sindicato Rural de Tangará da Serra para discutir alternativas que ampliem o acesso dos produtores ao crédito rural. A iniciativa integra uma série de debates sobre políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agropecuária.
A reunião foi conduzida pelo produtor rural Carlos Ernesto Augustin, o Teti, que apresentou aos participantes uma proposta de aperfeiçoamento do Fundo Garantidor de Crédito. O mecanismo, atualmente em discussão junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional, busca reduzir os obstáculos enfrentados pelos produtores na obtenção de financiamentos para custear a produção.
Segundo Teti, o objetivo do encontro foi colher sugestões diretamente de quem convive com as dificuldades de acesso ao sistema financeiro, permitindo que o projeto seja ajustado antes de retornar ao debate em Brasília.
"As políticas públicas precisam ser construídas ouvindo quem está no campo. É o produtor que conhece, na prática, os desafios impostos pelos bancos, pelos juros e pelo mercado. Nossa intenção é elaborar uma proposta que atenda às necessidades reais da produção", afirmou.
Criado durante a pandemia para atender empresas dos setores industrial e comercial, o Fundo Garantidor deverá ganhar uma versão específica para a agropecuária. A proposta prevê o compartilhamento dos riscos das operações financeiras, reduzindo a necessidade de garantias patrimoniais exigidas pelas instituições financeiras e ampliando o acesso dos produtores ao crédito.
Ex-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Normando Corral afirmou que o principal entrave da agropecuária deixou de ser a disponibilidade de recursos financeiros e passou a ser o cumprimento das exigências para contratação do crédito.
"Hoje existe dinheiro disponível para financiar a produção, mas muitos produtores não conseguem atender às garantias exigidas pelas instituições financeiras. Um Fundo Garantidor pode reduzir esse gargalo e devolver capacidade de investimento ao setor", avaliou.
As lideranças do agronegócio defendem a criação de uma carteira específica dentro do Fundo Garantidor. A estimativa é que a medida possa viabilizar até R$ 80 bilhões em novas operações de crédito destinadas ao setor agropecuário.
Fonte: Redação com Assessoria
